segunda-feira, 4 de julho de 2011

Usina Nuclear Angra 3 coloca o Brasil na berlinda:

Após o acidente nuclear ocorrido no Japão, os países industrializados começaram uma corrida para desativarem as suas centrais nucleares. A Alemanha já anunciou ao mundo que a maioria de seus reatores nucleares deverá ser desligada no período de 10 anos.

Essa recente tragédia nuclear também reportou o mundo a outros acidentes nucleares de grande impacto, o ocorrido na Pensilvânia – EUA em 1979 e na usina de Chernobyl, Ucrânia, em 1986. E até hoje ainda há indícios da contaminação pela radiação, pois além das nuvens radioativas terem a capacidade de atingir grandes centros populacionais, o urânio fundido também poderá penetrar profundamente o solo e contaminar as águas do lençol freático.

O Brasil possui duas usinas nucleares em operação e outra em construção. Angra 1 começou a operar em 1984 e Angra 2, construída a partir do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha firmado em 1975, entrou em funcionamento em 1996. Angra 3 teve as suas obras paralisadas em 1986, mas foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC em 2010. As Licenças de Instalação do IBAMA e Construção Preliminar da CNEN já foram expedidas, e a sua conclusão está prevista para o ano de 2015.

A ativação de mais uma usina nuclear coloca o Brasil na contramão, ou melhor, na berlinda, deixando a sociedade em alerta. O Greenpeace já se manifestou, promovendo um protesto pacífico em frente ao prédio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). E tal manifestação é mais que legítima.

Pois se a Alemanha está retrocedendo, por que não o Brasil que possui todas as condições naturais para extrair energia eólica, solar, biomassa e outras mais? Por que não investir mais em projetos simples como as pequenas hidroelétricas utilizadas pelas famílias no Vietnã para gerar eletricidade, ao invés de investir o dinheiro público na construção de uma terceira usina nuclear?
A sociedade brasileira aprovaria por unanimidade não só a paralisação das obras da usina de Angra 3, como também as desativações das usinas Angra 1 e Angra 2. Seria um custo que os brasileiros bancariam sorrindo. Basta ter vontade política, focando-se nas necessidades e nos interesses reais do país.

Com certeza teríamos uma variação bem considerada na relação custo/benefício. Pois não há de se ratear um custo pesado sobre milhões de pessoas em prol de beneficiar somente alguns. O sensato seria o rateio de benefícios em função da redução de um custo no longo prazo. Melhor dizendo, custo de oportunidade e não ganância.

2 comentários:

  1. O Brasil pode produzir energia de diversas maneiras sem usar energia nuclear. Se a Alemanha retrocedeu, porque o Brasil tb nao faz o mesmo? Um custo muito caro para contruir usinas nucleares e com um pequeno erro poderá causar gravíssimos problemas ambientais e sociais tambem! - Elias

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  2. A verdade é que o Brasil é um país onde somente o dinheiro interessa, então se for econômico ou render capital o Brasil está no negócio, agora se não tiver nenhum dos dois o Brasil cai fora, só nos resta agora ter paciência para esperar a boa ação de nossos governantes a respeito disso.

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